21/08/2008 “Annie Leibovitz, a photographer's life”
A fotógrafa Annie Leibovitz expõe quase 200 fotografias na Maison Européenne de la Photographie, em Paris. Aos 58 anos, famosa e super requisitada, trabalha para as principais revistas do mundo, entre elas a Rolling Stone, Vanity Fair e Vogue. Coleciona trabalhos inacreditáveis, entre eles o retrato do ex Beatle John Lennon, cinco horas antes de seu assassinato. A importância da fotógrafa americana no mundo das artes e da informação é tamanha que, considerada a maior retratista da atualidade, foi foco do documentário “A vida através das lentes”, um panorama de como evoluiu o tratamento dado às celebridades nos últimos 40 anos. Assista ao trailer do documentário que está logo depois das fotos.
Arte marginal Graffites feitos em muros da Inglaterra, um tipo de intervenção urbana utilizando objetos reais para transmitir sensações e situações imaginárias. A inspiração vem de uma manifesto feito em 1974 que foi capaz até de libertar um preso condenado a 20 anos de prisão. Lindo, né? Saiba mais no site: Bansky.co.uk
O Paraty em Foco 2008 acontece de 10 a 14 de setembro. Durante cinco dias, o Festival oferece uma intensa programação com workshops, palestras, projeções e diversas exposições espalhadas pela cidade. Entre no site para mais informações.
Para esta semana a matéria que estava certa para ser capa era a da repórter especial Eliane Brum que fala sobre como lidamos com a morte. Eliane e o fotógrafo Marcelo Min passaram seis meses acompanhando uma enfermaria de doentes terminais e os últimos 115 dias de vida de uma das pacientes. Uma das opções de capa retrata o exato momento da morte de um dos pacientes. Outras opções seguem a regra do óbvio, vela apagando, ampulheta, árvore perdendo as folhas e até uma obra de arte de um dos artistas modernistas mais controversos, Flávio de Carvalho, que desenhou o passo-a-passo da morte de sua mãe em estado terminal. No meio da semana o nadador americano Michael Phelps conquistou sua quarta medalha de ouro em Pequim e se consagrou o maior medalhista da história. Ufa! A capa mudou. Vejam as opções e façam seus comentários.
A galeria de arte Gallery 1988: LA em Los Angeles traz a mostra Crazy4Cult dedicada à cultura pop, e que neste ano tem o diretor e roteirista Kevin Smith como mestre de cerimônias.
Clique na imagens para ampliá-las e confira os posters da edição de 2008, que abre no dia 22 de agosto.
No primeiro - a árvore do artista Scott Campbell - é possível encontrar personagens famosos de cineastas como os irmãos Coen, Tim Burton e David Lynch. Destaque para a dancinha entre Gremlins e Ewoks (de Star Wars) no mesmo galho!
O segundo - do artista Andrew Wilson (da Rockstar Games) - levou 130 horas para ser finalizado, e a galeria está oferecendo uma cópia autografada para quem conseguir nomear todos os ícones do cinema presentes (saiba mais em crazy4cult.com). Ainda é possível ver os personagens com mais detalhe na página de Andrew www.jeromelacote.com/andrew.
Uma das minhas preocupações ao editar fotos de agências internacionais é fugir da linguagem pasteurizada delas. São imagens de todos os lugares do mundo, desde uma família tribal na África assistindo a um jogo do Brasil nas Olimpíadas até uma tempestade de areia em Bagdá (assunto bem comum, aliás). Mas, apesar da diversidade de temas, a semelhança na linguagem dos fotógrafos é assustadora. Salvo algumas exceções, é quase entediante acompanhar o upload das imagens no sistema. Estava hoje procurando fotos da guerra na Geórgia para publicarmos na revista nestas agências. Uma delas, a Noor, é uma exceção à regra. Pouco conhecida por aqui, se destaca justamente por apresentar um material fotográfico diferente. Ela representa, além dos fotógrafos contratados, associados e agências parceiras menores, disponibilzando um conjunto de imagem com uma linguagem homôgenea, mas bastante autoral, principalmente se comparada as grandes (Reuters, AFP, AP e Getty). Qual não foi minha surpresa (e decepção), quando, durante a pesquisa, me deparei com uma foto deles exatamente igual a uma outra imagem disponível no banco de imagem do jornal New York Times. As fotos são quase idênticas: mesmo personagem, enquadramento muito parecido, expressão facial, e perspectiva idênticas. Os fotógrafos estavam, literalmente, ombro a ombro, registrando exatamente a mesma imagem.
Por que isso acontece? Normalmente, em coberturas de guerra, é comum jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas de vários veículos viajarem juntos, principalmente por 2 razões. A primeira é por segurança. É menos arriscado vc viajar com mais 30 pessoas junto de você do que sozinho pelo interior de um país em guerra. A segunda, é pelo controle cada vez maior que os exércitos envolvidos no conflito fazem sobre a cobertura de guerra, principalmente com os profissionais de imagem. Eles escolhem o que deve ser mostrado: cenas de destruição, famílias mortas, carros incendiados, tentam controlar tudo para que a imagem seja o mais favorável possível a eles. Existe inclusive um termo em inglês para designar esta prática, é o "embedded journalist", ou jornalista embutido. Nestes casos, quando a comitiva se depara com alguma cena que interesse, descem todos dos veículos e começam a fotografar, filmar e fazer perguntas, tudo ao mesmo tempo. Isso explicaria a semelhança das imagens. A possibildade de posicionamento nestas horas é limitada, porque você tem que tomar cuidado para não sair na foto ou vídeo de alguém. Imagino que o contexto fosse este. Mas, mesmo com estes motivos, não deixo de me decepcionar com uma coincidência como esta. Acredito que sempre é possível fazer algo diferente, basta pensar.
A VANITY FAIR de setembro com a primeira dama francesa Carla Bruni na capa, é uma edição especial de estilo. Nela tem uma matéria chamada “Master of Photograpy” em comemoração aos 25 anos do trabalho do fotógrafo Mark Seliger. Esta é uma boa desculpa para publicar aqui no blog fotos de mulheres maravilhosas.
O jornal “O Povo”, de Fortaleza, lançou uma campanha bem diferente para atrair seus leitores para as eleições municipais deste ano. Foram criados, a partir do conceito da TOY art, bonecos de papel personalizados para cada candidato. O objetivo dos editores é tornar o noticiário mais leve e descontraído. A inovação entra também na cobertura da TV O POVO, onde os bonecos ganharão vida e irão interagir com os cenários de Fortaleza, também de papel. "Nós já fizemos um banco de dados de fotos com os personagens expressando sentimentos" explica o editor de arte, Gil Dicelli. Quem gostou da novidade poderá em breve baixar da internet os bonecos e montá-los em casa! Os eleitores aguardarão ansiosos por isso, não?
14/08/2008 Use sua criatividade O site Os Criativos convida você para colocar seu talendo em prática. Lá, de tempos em tempos é aberta uma concorrência, lançam o briefing, você manda sua solução e se ela for escolhida será usada pelo cliente em produtos reais que vão de capas de livros a sites. Uma ótima chance pra quem está começando na área e quer testar seus trabalhos ou mesmo para quem quer ver sua arte publicada. O Bar Lucena aqui de São Paulo, por exemplo, usará o layout do vencedor na sua website e o escritor Marcelo Galvão aguarda a ilustração para a capa de seu próximo livro. Conforme seu trabalho é premiado, você acumula dotz, uma espécie de pontuação criada pelo site para dar destaque aos melhores trabalhos. Fique atento para o próximo briefing!
Este é Brian D’arcy, depois de duas horas e 15 minutos no camarim, recebendo enxertos, remendos e quilos de maquiagem pelo rosto e corpo. O ator vai estrear “Shrek, O musical” incrivelmente transformado. Conseguiram deixar os traços finos de seu rosto, fortes e exagerados como os de um ogro! O espetáculo, assim como a trilogia da Dream Works, foi inspirado no livro de William Steigs, Shrek, e estréia agora em setembro, em Seattle. Não deve ser fácil ficar verde, muito menos encarar esta produção toda a cada apresentação do musical, faz parte da rotina dos atores que não contam com os efeitos especiais do cinema, essa é a magia do teatro, não?
Olha que solução bacana. O jornal americano The New York Times fez um infográfico animado onde é possível saber em tempo real quantas medalhas cada país está conquistando. Dá para pesquisar da primeira olimpíada “Atenas 1896” até hoje. Veja no link o info em flash.
Olha que interessante. Mario Garcia indica suas fontes preferidas para uso em editorial. Muito bacana! Pra quem não o conhece, vale a pena. Ele já redesenhou mais de 500 jornais pelo mundo e outras tantas revistas. Entre seus projetos estão jornais como o Wall Street Journal, o Estadão e a revista Real Simple.
A revista Time Out é o principal guia sobre as melhores cidades do mundo. Por 40 anos, com revistas, guias e sites, as incomparáveis equipes de peritos locais têm fornecido informações e comentários críticos sobre arte, cultura e vida urbana das principais cidades do mundo. Vejam algumas das capas mais criativas da cidade de Londres, onde tudo começou.
Esta semana o tema de capa poderia ser ONGs ou classe média. Para ilustrar o tema “classe média” nós usamos como base o famoso desenho “The Simpsons”, que é a imagem da família americana trabalhadora. A idéia era traduzir o desenho para uma família brasileira. Convidamos vários ilustradores, cada um com um tipo de traço específico, com a imagem de referência e um texto assim:
Uma família brasileira com as seguintes características: 1 – pai feliz tomando cerveja ou com o controle remoto da TV na mão 2 – mãe fashion, ela pode estar lixando as unhas 3 – garoto com skate ou algum game 4 – menina falando no celular 5 – pode ter cachorro 6 – quadro de São Jorge na parede
Imagine tudo isso na quinta 15hs. Eu já havia disparado o trabalho para vários ilustradores enquanto tentava conseguir o contato do Ziraldo. Consegui o telefone dele por volta das 16hs. Eu pensei. Vou ligar, no máximo que pode acontecer é ele dizer que está muito em cima e não é possível fazer o desenho para o mesmo dia. Segue o papo agradável com Ziraldo:
– Alô, por favor, o Ziraldo? – Quem gostaria? (pergunta a secretária) – É o Marcos da revista ÉPOCA. – É para entrevista? – Não, eu gostaria de encomendar um trabalho. – Só um momento. Ziraldo na linha - Alô, pois não. – Oi, Ziraldo. Aqui é o Marcos, diretor de arte da revista ÉPOCA, gostaria de pedir um desenho para capa. Só temos um problema. É para hoje ou no máximo, amanhã às 10. – Quantos anos você tem meu filho? – 41. – Quando você estava no brilho dos olhos do seu pai, eu já sabia o significado de “pra ontem”.
E contou a seguinte história: "Quando eu estava na Veja, chegou um camarada com uma ilustração para aplicar na capa e fez o seguinte: pegou um papel vegetal e colocou por cima do desenho. Redesenhou o traço com nanquim, desceu ao fotolito, gerou o filme, aplicou as cores e a capa estava pronta". Imagina essa figura com um computador como o seu, ele faria 40 capas por dia.
Demos risada e passei o briefing da capa de Época. Passado o nosso pedido, ele me disse que havia uma questão:
- Marcos, eu tenho que chamar meu mouse-man? Sabe o que é isso? - Putz, Zirando, o que é? - É o cara que opera o computador para mim. Eu só sei ligar esse bicho. Depois só peço para mudar uma cor ou outra e mexer num nariz ou outro. E tem mais uma: você vai ter de me pagar um extra de insalubridade, porque eu vou ter de agüentar esse macho fungando no meu cangote a noite toda.
No final, ele topou super animado: “Vamos nessa, adoro desafios!”
Na sexta-feira, por volta das 11h, ele ligou no meu celular.
- E aí, Ziraldo? Tudo bem? Silêncio. De repente, escuto ele perguntando do outro lado da linha: “Eu liguei pra quem mesmo?” Eu percebi e me identifiquei. - E aí, rapaz, recebeu, gostou? - Está ótimo, ficou bem em cima do que tínhamos previsto. - Então, eu pensei em colocar no quadro da parede o brasão do Flamengo, que é o símbolo da classe média. Mas achei melhor não. - Eu tinha te sugerido um São Jorge, lembra? - São Jorge não. Esse povo quando sobe economicamente esquece do São Jorge. Ele é santo de pobre. O santo da classe média é aquele santo novo, aquele das pilulinhas de papel, o tal do Frei Galvão. Isso sim é que santo de classe média.
Morremos de rir. O veterano foi o primeiro da turma a entregar o trabalho e a realização não tinha como deixar de ser a nossa capa.
Seguem os links dos outros ilustradores que também merecem meus agradecimentos. O que vocês acharam? Façam seus comentários.
Cerca de 1.000 layers depois, dois arquivos PSD de entortar o HD (um para a base outro só para cores) e está pronto o trabalho do ilustrador freelancer Matei Apostelescu. A arte vai virar um painel de 4 metros de altura em edição limitada. Matei vive em Bucareste, na Romênia, e usa todos os tipos de ferramentas digitais para compor o seu trabalho. Vale a pena clicar na imagem para ver a arte em resolução maior. É um belo caos de cores, traços e formas chamado City 13.01.
Para quem gosta de fotojornalismo vai aí a dica dessa galeria com imagens marcantes que contam um pouco da guerra entre a polícia e o tráfico nos morros cariocas retratadas pelas lentes do jovem fotógrafo Urbano Erbiste. Clique aqui para vê-las, mas fica o aviso que algumas são bem fortes. Vale também uma passeada no resto do portfólio dele que conta com outras imagens mais agradáveis e com o mesmo talento.
Para quem ainda não conhece, aqui está mais uma tentativa de se fazer uma revista digital, agora com a turma do nyt: a FLYP, aqui ainda em versão beta. Muito interessante a mistura das várias plataformas de mídia. Os textos são curtos e legíveis, com boas fotos, bons gráficos e boas sacadas na adição do audio e do vídeo. Aqui sim, uma verdadeira revista digital. e o melhor: é entregue britanicamente via e-mail e de graça. por enquanto. Um pacote perfeito para interação de conteúdo gerado pelos vários setores do grupo NYT. vale a pena dar uma olhada vislumbrando aí um futuro que é cada vez muito breve. divirtam-se.
Dica do diretor de arte José Pequeno - ÉPOCA NEGÓCIOS
06/08/2008 Arte nas capas de discos No dia do rock do ano passado, nós publicamos as dez capas de discos de rock mais legais para nós da equipe de arte. O site Smashing Magazine também publicou uma lista. Algumas das capas que nós escolhemos também estavam na lista deles. Resolvemos publicar todas. Ver capas de disco é um verdadeiro exercício para aguçar a criatividade. Escolha a que você mais gosta e comente. Se tiver alguma que você gostaria que estivesse aí, é só indicar. Divirtam-se.
O título “Faz Caber” é uma brincadeira com uma frase comum em redações, quando um texto excede o espaço da página. Nosso blog traz os bastidores do processo de produção da revista e dicas que podem interessar a quem, como nós, não fica satisfeito com página feia.
Da esquerda para
a direita:
Luiz Salomão, Ricardo Martins, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Leonardo Guilherme, Sérgio Santos, Marcos Marques, Alexandre Lucas, Nilson Cardoso, Antonio Carlos, Daniel Pastori e Gerson Mora.
“Design gráfico é o ponto de intersecção entre arte e comunicação”. Philippe Apeloig www.apeloig.com
“Contexto + conceito + colaboração = comunicação” Christian Kusters www.acmefonts.net
“Há coisas que normalmente não vemos, nós não olhamos. Algumas vezes, você precisa que alguém te mostre a beleza destas coisas ‘feias’ todos os dias”. Martijn Oostra